Icanalise Opiniões - Porque o resultado  
 

VALE Porque o resultado
  Sobre Vale do Rio Doce, por Abutre_small rogerio , criada 5 meses atrás.
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  Pelo que entendi do balanço da Vale, aconteceu o seguinte: com a compra da Inco, a Vale passou a lançar no resultado uma dívida em dolar e um resultado de equivalencia patrimonial correspondente à variação do patrimônio líquido da Inco. Esta variação do patrimônio vem do lucro da Inco e da variação do dolar sobre o valor do patrimônio líquido.

Em 2007, uma queda do dolar causava uma queda no patrimônio líquido, por um lado, mas também uma queda da dívida em dólar, que se neutralizavam. Sobrava então para o resultado o bom lucro da Inco.

Em 2008, o valor do níquel em relação a 2007 caiu quase pela metade, prejudicando o lucro da Inco. E, como a Vale diminuiu significativamente a dívida em dólar, a queda do dolar faz com que diminua o patrimonio liquido da Inco, e não há mais um ganho equivalente na dívida em dolar.

Como fica o futuro próximo: como os estoques de níquel estão altos, não acredito em grande recuperação do preço (- ver gráfico de 5 anos do estoque em www.kitcometals.com/ch...)
Então, nestes próximos trimestres, antes de mudar a regra contábil, o lucro da Vale melhora se o dolar subir no trimestre, ou pelo menos cair menos.
Acho que é isto. Alguém confirma?
Estoque_de_niquel_medium
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Por No-avatar_small marceloleonel Crown, 2 dias depois.

e issi mesmo,dolar é o ponto G

Houve alguma surpresa com os diferentes resultados da Vale, em dólar e em real que, no entanto, foram bem naturais para quem acompanha mais de perto a contabilidade das empresas, especialmente as que têm muitas relações com o exterior e muitos ativos/passivos em moeda estrangeira. Vejam o que consta do relatório da companhia: "Em 28 de dezembro de 2007, foi promulgada a Lei nº 11.638, que altera, revoga e introduz novos dispositivos à Lei das Sociedades por Ações,notadamente em relação ao capítulo XV, sobre matérias contábeis, que entrou em vigor a partir de 1º de janeiro de 2008. Essa Lei teve, principalmente, o objetivo de atualizar a legislação societária brasileira para possibilitar o processo de convergência das práticas contábeis adotadas no Brasil com aquelas constantes nas normas internacionais de contabilidade (IFRS). A convergência total para as normas contábeis internacionais ainda depende do processo de normatização a ser desenvolvido pela CVM. Em linha com esse processo normativo a CVM emitiu em 29/01/08 a Deliberação CVM nº 534, que aprova o pronunciamento técnico CPC 02 (Comitê de Pronunciamentos Contábeis), que trata dos efeitos das mudanças nas taxas de câmbio e conversão das demonstrações contábeis, como conseqüência, os efeitos da variação cambial sobre investimentos no exterior passam a ser reconhecidos diretamente no patrimônio líquido, a partir das demonstrações anuais a serem encerradas em 31 de dezembro de 2008, portanto mantida essa orientação, o lucro líquido do exercício será ajustado por tais efeitos. A demonstração do resultado para os períodos apresentados, caso tivéssemos adotado essa deliberação na apresentação das informações trimestrais, seria afetada como segue: Com relação aos demais efeitos decorrentes do processo de convergência, ainda não normatizados, é esperado que, a partir do exercício de 2009, o resultado do exercício não seja mais afetado pela amortização de ágio gerados em processo de aquisição de empresas que no 1o semestre de 2008, representou uma despesa de R$ 725.364 (R$ 389.150 no 2T08)." Então, os enormes investimentos que a companhia tem no exterior, especialmente depois de suas aquisições como a da canadense Inco, tiveram no semestre uma desvalorização de R$ 5,484 bilhões por força da desvalorização do dólar frente ao real. Evidentemente, as dívidas da empresa em moeda estrangeira foram também desvalorizadas, mas o reconhecimento dessas variações cambiais aparece nas contas de resultados. É que no caso dos investimentos, ou itens não monetários como descreve a legislação referida, a regra a ser adotada foi explicitada como sendo o do reconhecimento das variações que ocorrerem diretamente no patrimônio líquido, sem afetar a conta de resultados. Quando se tratar de itens monetários, ativos ou passivos, como é o caso de dívidas, foi mantido o tratamento contábil atual, de lançar as variações na conta de resultados. Ou seja, ao contrário do que inicialmente chegou a ser alegado, as empresas que estão endividadas em moeda estrangeira e não possuem investimentos (não monetários) no exterior, continuarão a adotar o mesmo tratamento contábil atual (caso da Braskem, por exemplo). Isso faz sentido quando se imagina que a Inco, independentemente dos procedimentos jurídicos adotados, continua a ser uma empresa com atividades no exterior, ela não passou a ser "operacionalmente" brasileira, apenas seu controle é da Vale; nesse caso, seu valor temporário em reais é pouco importante para as suas operações. No caso da Vale, possivelmente os analistas estrangeiros já se guiavam apenas pelas demonstrações em moldes internacionais, o que se anuncia agora é que as demonstrações em moldes nacionais se aproximarão bastante daquelas, através do conjunto de normas que a legislação mencionada está trazendo. Os valores econômicos efetivos sempre dependerão de análise cuidadosa e estarão sempre presos a essas convenções contábeis, de interpretação menos exata e objetiva do que gostaríamos, mas que são as que se conseguiu tornar aceitas pela maioria das pessoas.

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Sobre a Empresa
Vale do Rio Doce

Fundada pelo Governo Federal em 1º de junho de 1942 e privatizada em 7 de maio de 1997. ***Segmentos de atuação: *Minerais ferrosos: com a extração mantida aos níveis de 2005, estima-se que as reservas de minério de ferro totais da companhia perdurem por 200 anos. *A cadeia do alumínio: bauxita, alumina, e alumínio primário *Minerais não ferrosos : cobre, cloreto de potássio(fertilizante), caulim, níquel - Em 2006 a Vale anunciou a incorporação da INCO canadense, a maior mineradora de niquel do mundo, que foi efetivada no decorrer de 2007 *Carvão:A Vale associou-se à Henan Longyu Energy Resources Ltda. (Longyu), empresa localizada na China e da qual a companhia possui 25% do capital, em associação com empresas chinesas. [14] Em 2006, chegou ao terminal de Praia Mole, em Vitória (Espírito Santo), o primeiro carregamento de carvão antracito, de 40 mil toneladas produzido pela Longyu. A Vale adquiriu 25% do capital da Shandong Yankuang International Coking Co., associação com o Yankuang Group Co. e Itochu Corporation, para a produção de coque metalúrgico. A Vale pesquisa ainda dois depósitos de carvão: o depósito de Moatize, em Moçambique, onde estima ser possível produzir 14 milhões de toneladas de produtos carvão metalúrgico e o depósito de carvão subterrâneo Belvedere, em Queensland, Austrália, com reservas estimadas em 2,7 bilhões de toneladas. *Serviços de logística:A Vale é a principal fornecedora de serviços de logística no Brasil, sendo responsável por 68% da movimentação de cargas em ferrovias e 27% da movimentação portuária. Em 2005 movimentou 10,7 milhões de toneladas de soja em grãos, farelo de soja, açúcar, fertilizantes e outros produtos. A Vale foi responsável pela movimentação, incluindo transporte ferroviário e serviços portuários, de 18% das exportações brasileiras de soja e por 9% da movimentação na importação de fertilizantes. Controle do Capital: (em 2007) O Conselho de Administração da Vale é controlado pela Valepar S.A, [3] que detém 53,3% do capital votante da CVRD (33,6% do capital total). Por sua vez a constituição acionária da Valepar é a seguinte: Litel/Litela (fundos de investimentos administrados pela Previ) com 58,1% das ações, Bradespar com 17,4%, Mitsui com 15,0%, BNDESpar com 9,5%, Elétron (Opportunity) com 0,02%. Se considerarmos as ações da Previ (cuja diretoria é indicada pela União) e do BNDES como de influência direta do governo federal, este gerencia, por posse ou indicação, cerca de 41% do capital votante (incluindo participações externas à Valepar). Se incluirmos a participação do Bradesco e dos investidores brasileiros, 65% do capital votante da empresa se encontram no País. Composição da Receita Bruta por Produto no 1T08: *Minerais ferrosos 49,9% *Minerais não-ferrosos 40,6% - Níquel 22,5% -Cobre 6,0% -Alumínio primário 4,3% -Outros 7,8% *Carvão 0,9% *Serviços de logística 5,4% *Outros 3,2% ***Total 100,0%

Setor
Mineração
Ações
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